quinta-feira, 18 de maio de 2017

O quanto me resta

Vida, não sei do teu tempo
O quanto me resta
Esses tantos livros, aqui,
Chegarei a ler todos? Não.
Me dá uma dor danada
As páginas inacabadas...
E essas pessoas que amo
Tenho com elas dias, meses, anos?
Meu filho, não sei da vida
O quanto me resta!
Não sei o quanto, ainda, estaremos juntos
Antes do meu esquecimento
Antes que eu seja apenas poeira, memórias, momentos
Antes de sumir num inverno lento.
De repente perdi meu futuro,
Tudo o que vejo adiante é névoa densa, escuro
Vivo no passado, que em nada acrescenta
E no fugaz e único movimento do hoje
Que me inventa
Sabe lá, quando acabar,
Se a alma não for pequena
Sabe lá se valeu a pena...


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