domingo, 4 de setembro de 2016

Ensaio

Será que o sono é um ensaio pra morte?
Será por isso que durmo
Que vago em sonhos sem sentido
Será que há sonhos
Há sentido na morte?
Enquanto espero a hora derradeira
Mergulho em oníricas vivências
Toda a minha vida confusa condensada
No lixo do inconsciente, qual pântano movediço
Será que o sono é um ensaio pra morte?
Por isso há certa decepção ao acordar
Vontade de seguir perambulando qual andarilho das estrelas
Deixar de lado todas as lancinantes dores
Adentrar na nova realidade do nada...
Mas, se há sonhos?
Há de certa forma uma realidade acompanhada...
Durmo. Ensaio a tua hora. Não sei quanto demoras.
É tarde agora. Hora de dormir, e de ensaiar tua peça limítrofe
Entre o que é breve. E o que é eterno...