sábado, 22 de outubro de 2011

Exílio


Meus caminhos não são mais
Os mesmos
Minha casa é estranha
Estranho é o que me encara,
No espelho
Tudo que fazia algum sentido
Eu deixei para trás
Atrás de algum sentimento
Perdido
Exilado, dorido,
Só me sobrou o lamento
E o ruído assustador
Do vento...
Mesmo as coisas ruins
Me fazem falta
E as boas?
Elas tem todo o valor
Que eu não sabia dar
Quando as possuia...
Todos me dizem
Ser só uma fase
Mas será que isso passa
Antes que tudo passe
Para mim?

Preciso urgentemente fazer algum sentido...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O homem decomposto


O que sobra de nós
Mesmos
Quando tudo o que temos
São as sobras?
Assim me sinto
Se perguntarem como vou,
Minto
Pois minhas misérias
Só a mim interessam...
E das coisas que me
Restam
Faço um esforço,
Homem decomposto,
Para me erguer em duas pernas...
Vã tentativa de viver, externa
Quando o que se tem dentro
Clama por paz, eterna...
Assim, sem um alívio
Persigo
A inalcançável utopia
De ser inteiro
De novo, algum dia...