sábado, 28 de maio de 2011

Trilhando o Caos


Sem mais caminho
Sob os pés
Sem direção,
Em vão...
Quando tudo
O que tínhamos
Desaba
Somos apenas
Crianças
Tentando viver
Na crueza das ruas...
Não importa quantas
Luas
Tenha o céu
Aqui embaixo tudo
É tragédia
Inanição
E quando nada mais
Importa
Nessa infame vida
Tenho que ser forte,
Arranjar comida
Para passar
Mais um dia
Rumo ao nada...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Anedonia


Não sentir, sequer,
O que sentia
Topor, dormência
Anedonia...
Não faço mais as perguntas
Que fazia
As respostas?
Tanto faz,
Até já esquecia...
A dor, a felicidade
O que vier
Não mais importa,
Pois sou uma casa
Fechada
Da qual perdeu-se
A chave da porta.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Enquanto os sonhos dormem...


Há um silêncio, ou melhor, vários silêncios na história de quem cria. Enquanto os sonhos dormem... O que fazemos? Meu abril passou em branco, meu maio quase chega ao fim... Nada. A vida sem o encanto da palavra parece mais vazia. As dores continuam as mesmas, mas passaram em vão, sem que eu lhes desse um sentido, metabolizasse... Vou continuar aqui, em vigília, aguardando o retorno da inspiração. Só com meus versos tortos dou sentido e explico esse espetáculo circense chamado vida.